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5G vai gerar novos produtos para a área de seguros, diz Bradesco



Geral
30 de junho de 2023

Tecnologia de quinta geração móvel também tem sido utilizada pelo Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas para realização de exames de imagem a distância

Prestes a completar um ano do início do processo gradual de ativação no País, o 5G, integrado a tecnologias como nuvem e Inteligência Artificial (IA); já começa a ser usado por setores da economia como forma de viabilizar novos modelos de negócio. A Bradesco Seguros, por exemplo, já tem planos de lançamento de produtos que funcionam com base nos diferenciais proporcionados pela quinta geração móvel.

“Estamos fazendo o seguro de automóvel [no modelo] pay per use”, afirmou Gloria Kojima, superintendente-executiva de Tecnologia da seguradora, nesta quinta-feira, 29, durante painel no evento Febraban Tech, em São Paulo. “O produto requer alta velocidade e baixa latência, pois precisamos saber a localização do automóvel, processar em cloud e usar inteligência artificial. Isso tudo combinado vai trazer uma melhor experiência para o cliente”, assegurou.

Gloria salientou que a seguradora enxerga o 5G como uma rede celular móvel habilitadora de negócios, sobretudo quando combinada com outras tecnologias.

“A combinação delas vai acelerar o time to market e isso é importante para poder oferecer novos produtos e seguros”, disse.

Saúde

Na mesma mesa de discussão, o diretor-executivo do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e do InovaHC, Marco Bego, contou que o setor de saúde está descobrindo “o quão poderoso pode ser o uso do 5G”.

Segundo Bego, o instituto tem realizado procedimentos de telemedicina por meio de uma rede privativa de quinta geração móvel. O projeto tem o objetivo de atender pacientes em regiões onde não há médicos à disposição da população. A infraestrutura tem sido utilizada para realizar exames, como o de ultrassom.

“Com o 4G, não conseguíamos, porque o streaming de imagem não era bom o suficiente e a latência era muito grande”, relatou. “Entendemos que levar o point of care [ponto de atendimento médico] aonde não tem médico é o que precisamos”, acrescentou.

Bego informou que a rede privativa funciona na frequência de 3,6 Ghz por meio de uma faixa de espectro licenciada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O instituto planeja integrar a rede privada à rede pública.





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