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"O Brasil precisa ter um planejamento para o futuro”, reflete Jorge Nasser

O Diretor Presidente da Bradesco Vida e Previdência esteve em Porto Alegre e conversou com SG



Geral
4 de dezembro de 2024

Por 🏆 André Bresolin
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Dialogar com o mercado segurador sempre foi um dos grandes propósitos do Seguro Gaúcho e na manhã de sexta-feira, 29 de novembro, o sócio-diretor do portal, Luiz Felipe Paradeda, visitou a sucursal de Porto Alegre da Bradesco Seguros. Na pauta da visita uma entrevista exclusiva com o Diretor Presidente da Bradesco Vida e Previdência, Jorge Nasser. O encontro abordou a necessidade do mercado segurador em expandir a base de clientes para conquistar novos segurados, além do avanço da tecnologia no segmento. 

Mesmo apresentando um propósito essencialmente técnico, o diálogo entre Nasser e Paradeda foi um bate-papo fluído, reflexivo e promissor. Quando falou de características da população, o executivo da Bradesco comentou sobre as peculiaridades que influenciam o consumo e o planejamento referente ao tema seguro. Ao comentar que atualmente existem quatro gerações que estão convivendo no mesmo ambiente de trabalho, Nasser refletiu sobre o que precisa ser feito com essas pessoas, já que elas possuem vivências, características e realidades diferentes. “Veteranos, baby boomers, geração X e pessoas de outras faixas etárias têm percepções distintas e o desafio do mercado segurador é conseguir conversar com todos em suas respectivas linguagens”, salientou o executivo.

Na avaliação do Diretor Presidente da Bradesco Vida e Previdência, a população brasileira ainda apresenta uma cultura muito básica sobre proteção e planejamento: “essa realidade acaba sendo desafiadora para o segmento, o que inclui seguradoras, corretores, órgão reguladores, Ministério da Fazenda e Estado. Com urgência o Brasil precisa ter um planejamento para o futuro, através da educação financeira e securitária”. 
  
Segundo Nasser, o aumento de número de pessoas que consomem seguro só acontecerá quando a comercialização atingir aqueles que continuam fora do sistema. “O mercado segurador precisa ampliar a base de clientes e disseminar a cultura do seguro. Não podemos continuar vendendo só para quem já é cliente. Precisamos falar com quem continua fora do sistema. Caso contrário, vamos continuar fazendo o mesmo de sempre”, pontuou. 

Diante dessa realidade, Nasser apresentou uma reflexão bastante significativa e que vai ao encontro da realidade de grande parte dos brasileiros. “A população de menor renda precisa entender que o produto vida é de vital importância. Se o responsável financeiro de uma família de baixa renda vem a falecer, a indenização do seguro de vida poderá não apenas cobrir as despesas funerais, como disponibilizar em poucos dias um valor significativo para essas pessoas”, comentou o executivo. 

Sobre o futuro do corretor de seguros, o executivo da Bradesco alertou que os profissionais precisarão buscar a especialização para poder seguir adiante. Nesse momento Paradeda fez uma observação muito significativa. “O corretor não pode mais trabalhar apenas com a carteira de automóvel e também deverá adotar uma postura mais proativa, e não ficar apenas esperando os contatos em seu telefone para efetuar as renovações”, argumentou o sócio-diretor do Seguro Gaúcho. 

Quando o assunto foi a tecnologia, Nasser argumentou que ela é uma aliada fundamental, mas alertou sobre a importância de equilibrá-la com a humanização: “a inteligência artificial é uma forma exponencial de se falar em tecnologia. Embora ela seja cada vez mais primordial, o que realmente conquista e mantém o cliente ainda é o fato humano. Temos o desafio de transformar as novas tecnologias em um meio e não em um fim”. 





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