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Seguradora LTI é denunciada por omitir atuação em ambiente regulatório experimental

A LTI opera sob autorização temporária da Susep até fevereiro de 2026.



Geral
11 de fevereiro de 2025

Por Portal Tela
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A LTI opera sob autorização temporária da Susep até fevereiro de 2026. Fenacor denuncia LTI e Loovi por propaganda enganosa e confusão entre elas. Loovi se apresenta como seguradora, mas não possui autorização da Susep. A LTI não informa claramente sobre sua participação no Sandbox Regulatório. Pablo Marçal, investidor da Loovi, nega irregularidades em sua participação.

A LTI Seguros, responsável pelos seguros comercializados pela Loovi, enfrenta uma denúncia da Federação Nacional de Corretores (Fenacor) à Superintendência de Seguros Privados (Susep). A acusação se baseia na falta de clareza sobre sua atuação em um ambiente regulatório experimental (Sandbox Regulatório), onde opera com autorização temporária até fevereiro de 2026. Essa transparência é exigida pela Resolução CNSP Nº 381 de 2020, que determina que as seguradoras participantes devem informar claramente aos clientes sobre os riscos e a natureza temporária de seus produtos.

A LTI, que foi selecionada para a segunda edição do sandbox, não apresenta informações sobre essa condição em seu site ou nas redes sociais. A venda dos produtos é feita pela Loovi, que se descreve como uma insurtech. No entanto, tanto a LTI quanto a Loovi não mencionam explicitamente sua participação no sandbox, ao contrário de outras empresas que também estão nesse ambiente regulatório e que informam sobre sua situação em seus sites.

A Fenacor alega que a Loovi se apresenta como seguradora, o que não é permitido, pois não possui registro para tal. A entidade denuncia uma "massiva propaganda enganosa", afirmando que a Loovi confunde os consumidores ao se apresentar como seguradora, o que pode gerar desinformação. A Loovi oferece seguros com condições facilitadas, como a ausência de análise de perfil do condutor, e promove suas coberturas por meio de influenciadores e patrocínios, como o do Santos FC.

Além disso, a Fenacor questiona a participação de Pablo Marçal nas empresas, já que ele se apresenta como sócio da Loovi, mas não há documentação que comprove essa relação. Em resposta, Marçal afirmou ser apenas investidor e que não há irregularidades. A Susep, por sua vez, informou que investiga as denúncias recebidas e que o processo administrativo pode levar até 30 dias para ser concluído, garantindo o direito de defesa das partes envolvidas.





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