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Entre apólices e acalantos: ser mãe e sócia ao mesmo tempo

Raquel Nunes, sócia da Emílio Corretora de Seguros, fala sobre como a maternidade ampliou sua visão de mun ...



Geral
6 de maio de 2026

Por Isabela Zampiron | Seguro Catarinense
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A trajetória de Raquel Nunes na corretagem de seguros começou onde muitas histórias interessantes começam: no improviso. Formada em Engenharia Civil, ela havia retornado da Espanha para fazer uma pós-graduação e buscava se recolocar no mercado. "Comecei a auxiliar na corretora e, aos poucos, fui me envolvendo com o dia a dia da profissão", conta. "Acabei me apaixonando pela área e, desde então, nunca mais quis seguir outro caminho".

A maternidade, ao contrário da carreira, foi planejada com cuidado e intenção. A escolha de dar um novo passo trouxe o Caio. Nos primeiros dias de vida do bebê, Raquel já mantinha parte das suas atividades em home office. Não por falta de suporte, mas por escolha e por comprometimento com o trabalho que construiu. "Contar com uma rede de apoio familiar fez toda a diferença para que eu pudesse seguir presente tanto como mãe quanto como profissional", reconhece.

Para Nunes, conciliar a gestão de uma corretora com a criação de um filho exige dedicação constante e equilíbrio emocional, mas ela encontra na própria natureza do trabalho uma aliada inesperada. Pela rotina ser dinâmica e voltada à resolução de problemas, se sente preparada para lidar com agilidade e praticidade, habilidades essenciais também na maternidade. O outro lado da moeda, ela admite, é que a área exige disponibilidade e responsabilidade constante, tornando o equilíbrio um exercício que se refaz todos os dias.

Raquel tem uma percepção positiva sobre o mercado de seguros no que diz respeito à receptividade às mães. Percebe o mercado segurador como bastante receptivo e acolhedor, sentindo muito respeito e carinho tanto com ela quanto com Caio. Essa sensibilidade faz diferença no dia a dia e contribui para um ambiente de trabalho mais humano.

Raquel admite que a maternidade melhorou sua relação com os clientes. A empatia que se aguça ao cuidar de um filho pequeno se traduz em conexões mais genuínas, especialmente com outras mães. "O atendimento se torna ainda mais cuidadoso", diz ela. "Porque a gente sabe, na pele, o que é precisar de segurança".





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