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Da família para a empresa, e de volta para a família

Juliana e Peterson Goi construíram a Ducon Seguros enquanto criavam os filhos, e aprenderam que equilibrar ...



Geral
12 de junho de 2026

Por Isabella Zampiron | Seguro Catarinense
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Quando a Ducon Seguros nasceu, Juliana e Peterson já eram casados e tinham filhos. A divisão inicial era clara pela circunstância: Peterson estava à frente do projeto de empreender e Juliana se dedicava principalmente aos cuidados das crianças, mas a formação em Administração falou mais alto. Aos poucos, ela foi encontrando espaços onde podia agregar e foi ficando. "Construímos essa trajetória juntos", conta Juliana.

Cada um onde rende mais

A divisão de funções aconteceu sem negociação forçada. Juliana assumiu as áreas financeira e de recursos humanos. Peterson ficou com o comercial, o relacionamento com clientes e seguradoras e a gestão estratégica da empresa. Uma organização que permitiu a cada um focar no que faz melhor e que segue funcionando.

Quando surgem discordâncias sobre estratégias, o caminho é a conversa. "Temos opiniões diferentes em alguns momentos, e isso é saudável", afirma Juliana. O critério para decidir é sempre o que é melhor para a empresa, para a equipe e para os clientes, não quem tem razão.

Home office e o equilíbrio possível

Não há assuntos proibidos entre eles, mas há uma tentativa de respeitar o horário comercial e separar os momentos da empresa dos momentos em família. Na prática, com Juliana em home office e os dois envolvidos no mesmo negócio, a fronteira é porosa. "O importante é buscar equilíbrio e cuidar para que as conversas profissionais não ocupem todo o espaço da nossa vida pessoal e familiar", diz ela.

Com a equipe e os clientes, a postura é clara: problemas pessoais se resolvem entre eles. O ambiente de trabalho não carrega esse peso e o atendimento não sofre variação por conta de nenhuma situação privada.

Empresa e família crescendo juntas

Juliana não elege um episódio específico de colisão entre os dois mundos, mas reconhece que isso faz parte. Houve momentos em que os desafios da empresa exigiram mais atenção e entraram na rotina familiar. Houve também os desafios de criar filhos enquanto construíam um negócio, o que exigiu adaptações dos dois lados. "Aprendemos a enxergar essas situações como parte da nossa história e do crescimento da família e da empresa", reflete ela.

O que aprenderam

Para casais que pensam em empreender juntos, o conselho de Juliana e Peterson começa pela clareza: definir bem as responsabilidades de cada um e manter comunicação transparente. "Trabalhar junto pode ser uma experiência muito positiva quando existe confiança, respeito e admiração pelo trabalho do outro. Também é importante entender que nem sempre haverá concordância em tudo e isso faz parte."





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