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Como a Inteligência Artificial está apoiando a Segurança da Informação no setor de Seguros?

Por Daniel Campos, gerente de Infraestrutura e Segurança da Informação da Seguros SURA Brasil.



Geral
16 de junho de 2026

Por Sura Seguros
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A tecnologia transforma o mercado e exige do setor de Seguros uma nova estratégia de segurança da informação. Mais que um custo, a cibersegurança é pilar essencial para a continuidade operacional, proteção da marca e confiança digital dos clientes.S

Historicamente, a segurança focava na blindagem de perímetros e na resposta a incidentes. Hoje, porém, a realidade mudou. Vazamentos de credenciais permanecem um vetor de ataque que expõe dados de acesso. Além disso, a proteção da cadeia de suprimentos é prioridade e requer avaliações de risco para que parceiros e fornecedores cumpram padrões específicos.

Diante desse panorama, a adoção de tecnologias e práticas de segurança é imperativa. A Autenticação Multifator (MFA) atua como uma segunda camada de proteção, mitigando acessos não autorizados. Paralelamente, uma gestão de identidade com segregação de funções garante que cada indivíduo, de colaboradores internos a corretores parceiros, acesse apenas o necessário para sua atuação. Soluções como Endpoint Detection and Response (EDR) vão além do antivírus e permitem detecção e resposta a ameaças, enquanto Web Application Firewalls (WAF) protegem aplicações web.

Por outro lado, a Inteligência Artificial emerge não como promessa futura, mas como aliada já presente no cotidiano do setor. Uma pesquisa da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras, outubro/25 a janeiro/26), com 26 executivos representando 50,7% do mercado, revela que 80% das seguradoras já a implementaram. A IA generativa, em particular, impulsiona essa adoção ao acelerar a revisão de processos internos e a automação de rotinas.

O estudo aponta que, embora 84% das companhias reportem um aumento de receita de até 1% com IA, um impacto financeiro ainda em maturação, os ganhos operacionais são mais expressivos. A IA é empregada em áreas de back-office como atendimento ao cliente, operações e tecnologia. Seus casos de uso incluem chatbots, análise de documentos e sentimento, e ferramentas de apoio ao desenvolvimento de código.

Os resultados são tangíveis: algumas empresas registram redução de 30% a 50% no tempo de resposta ao cliente, aumento de 30% na produtividade de TI e crescimento de 100% no volume de cotações. Adicionalmente, 88% das organizações confirmam que a tecnologia potencializou suas capacidades existentes.

Considerada a quarta onda da evolução, a IA redefine as fronteiras da cibersegurança. Ela proporciona uma compreensão da maturidade das defesas da organização, otimizando a análise. Analistas podem antecipar ameaças, identificar padrões de comportamento incomum e novas tendências, além de automatizar respostas. Isso transforma a segurança de uma postura reativa para uma abordagem preditiva. Essa capacidade de prever e mitigar riscos proativamente é crucial para a adaptação em um ambiente de ameaças em constante evolução.

A segurança da informação, contudo, não é responsabilidade exclusiva do departamento de TI. A maturidade de todo o ecossistema – incluindo parceiros, fornecedores e, principalmente, a rede de corretores – é vital. É fundamental reforçar essa conscientização entre todos, promovendo uma cultura de responsabilidade compartilhada.

Em síntese, o futuro da segurança da informação no setor de seguros reside na transição de um modelo reativo para uma abordagem proativa, preditiva e consultiva. Ao investir em tecnologias como MFA, EDR e a IA – que já gera ganhos operacionais – e ao promover uma cultura de responsabilidade em todo o ecossistema, o setor não só se protege contra ameaças, mas também se posiciona como guardião da confiança e facilitador da inovação.





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