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Adesivo de campanha no carro: a diferença entre uso particular e comercial

André Thozeski alerta que uso do veículo como transporte de material de campanha é considerado fim comercial.



Conteúdo Exclusivo 🏅
9 de setembro de 2026

Por Isabela Zampiron | Seguro Catarinense
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Com a proximidade do período eleitoral, motoristas que pretendem usar adesivos de campanha em seus veículos precisam redobrar a atenção às condições do seguro. Em entrevista ao Jornal do Almoço na última sexta-feira (4), André Thozeski, presidente do Sincor-RS, alertou que a cobertura pode ser comprometida se o uso do carro na campanha divergir do que foi declarado à seguradora no momento da contratação.

Ao telejornal, Thozeski explicou que o contrato de seguro é, por natureza, um contrato de boa-fé entre as partes. Isso significa que, se o segurado não informou à seguradora que o veículo seria utilizado para fins de campanha eleitoral, o que é entendido como uso comercial, a seguradora pode considerar que houve alteração no uso declarado do carro, o que compromete a cobertura em caso de sinistro.

Onde está o limite

Durante a entrevista, o presidente do Sincor-RS explicou que existe uma diferença importante entre manifestar uma opinião política, colando um simples adesivo no veículo, e utilizar o carro como ferramenta de campanha, por exemplo, para transportar pessoas ou materiais entre diferentes pontos da cidade. Essa segunda situação já configura uso comercial do veículo.

Não há, segundo Thozeski, uma regra geral sobre tamanho ou quantidade de adesivos que sirva para todas as seguradoras. Cada empresa tem sua própria interpretação, prevista em contrato. Algumas seguradoras especificam no contrato a medida de adesivagem permitida; outras deixam a questão em aberto. Por isso, o presidente do Sincor-RS recomendou que cada segurado procure seu corretor e verifique as condições específicas da sua apólice.

Adaptação do contrato

Para quem pretende usar o veículo de forma mais intensa durante a campanha, Thozeski orienta buscar a adaptação do contrato para uso comercial, retornando à condição de uso particular após o período eleitoral. Segundo ele, essa mudança pode ter custo adicional, já que o risco é considerado um pouco mais agravado, mas não chega a ser um valor que inviabilize a adaptação.

A recomendação final do especialista é que, na dúvida, o segurado deve consultar um corretor de seguros e avaliar sua situação caso a caso antes de aderir a qualquer material de campanha no veículo.





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