13 de outubro de 2026
Por Eduarda Prawucki | Seguro Catarinense
Entre a primeira corretora, aberta no início dos anos 2000, e a B2 Corretora, que comanda atualmente, André Bueno, parceiro do GBOEX, manteve um foco: o seguro de vida. Antes de empreender, atuou como comercial em seguradoras, sempre como especialista no ramo. Depois, fundou a Lima & Bueno, seguiu para a Angesa e chegou à atual corretora, todas voltadas a essa área.
A inspiração para a carreira surgiu ainda no período em que trabalhava nas seguradoras. Foi ali que conheceu corretores de sucesso e viu de perto o empenho deles para superar as dificuldades da época, bem maiores do que as de hoje por causa da falta de cultura de contratação de seguro de vida. "Vi neles o empenho para superar as dificuldades, que eram muito maiores há 30 anos", lembra.
O primeiro aprendizado
Na largada da Lima & Bueno, a corretora conduziu uma apólice coletiva de um órgão público, contratada por meio de uma associação. Bueno define a experiência como "muito gratificante" e como seu primeiro grande aprendizado no mercado.
Da falta de cultura ao avanço atual
O desafio central do segmento, segundo ele, continua sendo mostrar ao cliente a necessidade de um produto atual, que traga tranquilidade para a família ou para os funcionários de uma empresa. A boa notícia é que o cenário mudou. "Hoje temos um grande avanço neste quesito cultural", avalia. Empresários, pais de família e jovens empreendedores já entendem, na visão do corretor, a importância da proteção complementar para garantir um futuro melhor.
Pandemia e credibilidade
Para o corretor, a pandemia colocou em xeque o trabalho das seguradoras. Falando especificamente pelo GBOEX, Bueno afirma que teve tranquilidade no pagamento das indenizações dos sinistros.
A credibilidade, aliás, é o que diferencia o seguro de vida de outros ramos, como o de auto. Segundo Bueno, o cliente de vida é fidelizado pelo atendimento e pelo conhecimento, o que torna o trabalho ainda mais gratificante.
Um mercado pressionado pelo custo
O corretor também aponta desafios do momento. Para ele, o profissional sempre busca o melhor produto de acordo com as necessidades e o perfil do segurado. Porém, o avanço de bancos e instituições financeiras, que acabam amarrando o cliente em suas dificuldades pessoais, somado à situação econômica do país, empurra o consumidor para a opção de menor custo. Com isso, dificilmente ele analisa os benefícios do produto e a credibilidade da empresa oferecida.
Conselho para quem começa
A quem está iniciando na profissão, Bueno recomenda estudo, persistência e atualização constante. "A internet chegou para ficar e tudo é muito dinâmico", destaca. Construir uma carteira sólida e sustentável, ele reconhece, leva tempo, mas é possível.
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