13 de outubro de 2026
Por Isabela Zampiron | Seguro Catarinense
A carreira de Miguel Pagotto Giestas no mercado de seguros começou por acaso, no balcão de uma loja. Em 1986, ele trabalhava nas lojas Giacomim, em Vitória (ES), quando atendeu um supervisor da Bradescor, do grupo Bradesco, que foi comprar um espremedor de frutas em promoção. Durante a conversa, o cliente contou que o filho estava para nascer. Miguel viu a chance de vender mais e ofereceu berço, colchão, cadeirinha de carro e guarda-roupa.
Só então perguntou qual era a profissão do cliente. Como não conhecia o ramo, quis saber o que, afinal, era aquele serviço. O supervisor explicou e fez o convite para que ele ingressasse na Bradescor, mediante uma prova. Miguel, que estava na faixa etária dos 20 anos, comentou que iria refletir sobre a proposta antes de aceitá-la. Nesse meio-tempo, o supervisor foi para o Rio Grande do Sul e ligou para saber se a vaga, que continuava aberta, seria aceita. Miguel fez o teste e começou em São Mateus, no Espírito Santo.
A primeira apólice
Como atuava dentro do banco, os clientes chegavam por indicação do gerente. A primeira apólice como corretor independente veio depois, quando abriu a própria corretora, e foi um desses clientes. Ele segue com Miguel até hoje, aos 78 anos, e só faz seguro com ele.
O maior desafio dos primeiros anos, segundo Miguel, foi aprender sozinho. “Na marra, descobrindo como se estivesse em uma floresta abrindo caminho”, descreve. A receita foi garra e persistência, com a certeza de que um dia venceria. “Desistir nunca foi uma opção. Como uma pedra bruta, fui lapidando cada dia para chegar a um diamante”, afirma.
Miguel diz que sempre se inspirou em pessoas bem-sucedidas. Mesmo quando alguém tenta atrapalhar, a fé o mantém confiante: “Deus sempre esteve ao meu lado”.
Das planilhas à inteligência artificial
Ele lembra que, no início, tudo era calculado em planilhas, com coeficientes para chegar ao preço do seguro. A emissão de apólice demorava, e a comissão, “nem se fala”. Hoje, com o avanço da tecnologia, os cálculos são feitos por sites, com auxílio de IA, e o mercado oferece novas ferramentas e produtos, além de apólices digitais, que evitam o papel impresso. Para Miguel, isso reduziu o custo de mão de obra e deixou o corretor com mais tempo para visitar clientes e fechar negócios.
O alicerce em casa
O momento mais marcante da carreira não foi uma venda. Foi quando a esposa passou a trabalhar com ele. “Foi um alicerce”, resume. Os dois enfrentaram dificuldades e cada dia, diz, foi um aprendizado.
Confiança e imagem
Para construir confiança e manter clientes por muitos anos, Miguel defende que é preciso, primeiro, ser conhecido no mercado. Depois, manter bom relacionamento, conhecer novos produtos, fazer treinamentos, participar de congressos, assistir a palestras e estar presente onde o público de interesse está. Ele destaca também o comportamento profissional. “Você vende a sua imagem, não importa onde você está”, diz, lembrando que é preciso estar “sempre de bem com a vida, mesmo quando a situação não está um mar de rosas”.
Conselho para quem começa
Miguel considera a corretagem uma profissão nobre e afirma que está entre as mais bem remuneradas do país. Aos iniciantes, recomenda buscar parcerias com quem tem credibilidade no mercado e oferece condições diferenciadas, ouvir os conselhos dos mais experientes e não desprezar os jovens bem-intencionados, “porque eles são o futuro do Brasil”. Fecha com um conselho pessoal: “Seja justo e humilde em tudo que faz. E seja fiel a Deus e a você mesmo”.
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